Lígia Mendes

E hoje é dia de dar início a mais uma série de posts, desta vez sobre locais que visitei e recomendo. Atividades, pessoas, projetos, locais que lembram acontecimentos ou momentos felizes são também a musa inspiradora deste blog. E viajar é, sem dúvida, uma das atividades que mais me traz felicidade. Assim sendo, partilharei convosco locais que visitei e a minha opinião sobre os mesmos, na esperança que vos possa ser útil.

E o primeiro local que pretendo dar-vos a conhecer é o Monte do Vale, um espaço de turismo rural no Alentejo. Aproveitámos um fim-de-semana que transformámos em “grande” para fazer uma escapadinha pre férias e este foi o destino escolhido.

Perto das cidades de Elvas e Estremoz e da Vila mais Viçosa do país, o Monte do Vale é um verdadeiro oásis de tranquilidade, onde o descanso e o corte com a realidade quotidiana da vida na cidade são completamente garantidos. E isto graças ao ambiente criado pelo Sr. Joaquim, o proprietário deste espaço, situado entre as aldeias de Terrugem e São Romão, no Alentejo.

Assim que chegámos, fomos muito bem recebidos pelo Sr. Joaquim e os seus fiéis companheiros, os velhinhos e simpáticos Bob e Azeitona.


O Sr. Joaquim mostrou-nos a casa e fiquei absolutamente maravilhada. Um verdadeiro paraíso a gritar A L E N T E J O em todos os cantinhos (já vos disse que sou apaixonada pelo Alentejo, não já?): uma decoração a lembrar as coisas boas do campo, muita madeira, muitas azinheiras e objetos com história.

O quarto era bastante simples, mas muito acolhedor e com o indispensável do conforto esperado quando tudo o que queremos é um refúgio que nos permita recarregar baterias por alguns dias.

No quarto, as duas janelinhas que davam sobre a planície dourada do exterior, eram de dimensão suficiente para deixar entrar alguma luz natural e, ao mesmo tempo, não roubar ao espaço a sua atmosfera escura de quarto das casas de antigamente.


A cama, de dimensões generosas, ocupava a parte central do quarto e encontrava-se ladeada por 2 mesas-de-cabeceira de madeira escura, uma pequena mesa de apoio, 2 poltronas e um móvel de televisão. 2 malas de viagem em couro e madeira, muito antigas, e um espelho, completavam a decoração do quarto. O guarda-fatos passava quase despercebido numa das paredes do quarto, devido às suas portas toscas em tom vermelho escuro, que pareciam 2 painéis decorativos. A casa-de-banho, com um lavatório perfeitamente enquadrado na decoração geral, oferecia ainda assim as comodidades modernas de um chuveiro absolutamente fantástico (com pressão de água bastante forte, o que é fundamental para mim), secador, tomadas, etc.


A casa tem apenas 7 quartos, todos duplos, o que é uma vantagem a juntar à lista dos pros, caso o seu objetivo seja efetivamente a escapadinha, longe de multidões e, em simultâneo, a partilha com outras pessoas que procuram exatamente o mesmo fim nos dias que ali passam. Nós tivemos a sorte de conhecer um casal espanhol, a quem divulgámos lugares mágicos do nosso país e ainda demos a conhecer a tão nossa magnífica Mariza, de quem certamente se tornaram também fãs.

Voltando à casa, o que dizer? Cada recanto convida a ficar, a estar, a desligar, a namorar, a recuperar leituras e jogos de tabuleiro.





E o espaço exterior? Infelizmente, não pudemos aproveitar senão a vista da piscina de água salgada, porque o tempo não estava a convidar à banhoca, mas que bem que se estava nas espreguiçadeiras! Até tivemos direito a coelhos, a saltitar junto à piscina, para além da companhia discreta , mas permanente, dos guardiães da propriedade já citados anteriormente.


Do exterior, aproveitámos ainda as bicicletas disponíveis e a imensa propriedade das 200 vacas da herdade, onde fizemos um piquenique junto à represa. Era ainda possível realizar passeios a cavalo, de jipe ou carroça, bem como outras atividades, mas este fim-de-semana era para o “papo para o ar” e foi assim que passámos a maior parte do tempo.




Para o piquenique, tivemos direito a um cesto com pão alentejano, presunto, queijo, fruta e biscoitos caseiros. E a uma manta com tamanho suficiente para uma bela sesta após o simpático repasto.


Finalmente, gostaria de referir o pequeno-almoço, no decorrer do qual o Sr. Joaquim nos servia sumo de laranja natural e café, tendo nós sempre à nossa disposição compotas caseiras, pão alentejano num saquinho de pano, queijo, manteiga, fruta, iogurtes, cereais… o necessário para, mais uma vez, imaginarmos que tínhamos voltado à casa dos nossos avós, onde tudo sabe melhor. A refeição podia ser tomada numa mesa de 8 lugares (o que preferimos sempre) ou em mesas para dois.





Quantos às restantes refeições, estas não estão incluídas, mas é possível pedir com antecedência uma refeição leve para a noite, como por exemplo uma salada ou uma sopa.

Só boas razões para visitar o Monte do Vale! Não consigo mesmo lembrar-me de nenhum ponto de melhoria, mas aguardo os vossos comentários também.

Já visitaram? Ficaram com vontade?